Sabe o infinito? Ando tendo umas conversas bem de perto, assim cara a cara, com esse infinito. Ele me deixa solta, levinha. Tem graça, gosta de me confundir. Me deixa ser feliz, mas não me deixa saber que sou feliz. Meu coraçãozinho, assim, grita. Pulsa vida, pulsa amor. E o infinito, infinito... Essa sensação de algo que não tem fim. Como se estivesse numa montanha russa, e eu me grudo pra não cair. Grudo grudo grudo. Feito chiclete no cabelo, quando eu sair, vai faltar um pedaço. Mas um pedação meu vai ficar, ali pra sempre naquele coração grande e lindo. Brilha brilha amor. E vai chover assim, meu bem, nos relógios do mundo inteiro, ao infinito e além!
sexta-feira, 29 de abril de 2011
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Flor da idade - Chico Buarque
http://www.youtube.com/watch?v=dhwDAv6c2O8&NR=1&feature=fvwp
A gente faz hora, faz fila na vila do meio dia
Pra ver Maria
A gente almoça e só se coça e se roça e só se vicia
A porta dela não tem tramela
A janela é sem gelosia
Nem desconfia
Ai, a primeira festa, a primeira fresta, o primeiro amor
A gente faz hora, faz fila na vila do meio dia
Pra ver Maria
A gente almoça e só se coça e se roça e só se vicia
A porta dela não tem tramela
A janela é sem gelosia
Nem desconfia
Ai, a primeira festa, a primeira fresta, o primeiro amor
Na hora certa, a casa aberta, o pijama aberto, a família
A armadilha
A mesa posta de peixe, deixe um cheirinho da sua filha
Ela vive parada no sucesso do rádio de pilha
Que maravilha
Ai, o primeiro copo, o primeiro corpo, o primeiro amor
Vê passar ela, como dança, balança, avança e recua
A gente sua
A roupa suja da cuja se lava no meio da rua
Despudorada, dada, à danada agrada andar seminua
E continua
Ai, a primeira dama, o primeiro drama, o primeiro amor
Carlos amava Dora que amava Lia que amava Léa que amava Paulo
Que amava Juca que amava Dora que amava Carlos que amava Dora
Que amava Rita que amava Dito que amava Rita que amava Dito que amava Rita
Que amava Carlos amava Dora que amava Pedro que amava tanto que amava
A filha que amava Carlos que amava Dora que amava toda a quadrilha

Que amava Juca que amava Dora que amava Carlos que amava Dora
Que amava Rita que amava Dito que amava Rita que amava Dito que amava Rita
Que amava Carlos amava Dora que amava Pedro que amava tanto que amava
A filha que amava Carlos que amava Dora que amava toda a quadrilha

quinta-feira, 14 de abril de 2011
domingo, 20 de março de 2011
domingo, domingo
Hoje é domingo
Pé de cachimbo
O cachimbo é de barro
Bate no jarro
O jarro é de ouro
Bate no touro
O touro é valente
Bate na gente
A gente é fraco
Cai no buraco
O buraco é fundo
Acabou-se o mundo
Pé de cachimbo
O cachimbo é de barro
Bate no jarro
O jarro é de ouro
Bate no touro
O touro é valente
Bate na gente
A gente é fraco
Cai no buraco
O buraco é fundo
Acabou-se o mundo
Agora é assim? Uma semana de cada vez? Começa a semana, os afazeres comandam. Corre corre corre menina! Acorda cedo, chega no horário, não esquece de comer! Aprendi que quando desorganizada, tudo vai pro beleléu! Meus alunos não esperam, é preciso estar presente, cabeça na lua não convence adolescente. Corre corre corre! É dia de entregar questionário. Tá tudo no carro? Preenchi certinho? Corre corre corre! Ufa, um intervalo. Espreguiça no carro, tira sapato. Toma sorvete, por que não? Volta pra vida que o dia ainda não acabou. Tem aula! Concentra pra não dormir, concentra pra falar, concentra pra não bocejar. Finda a aula, casa. Banho, pijama, comida, cama. E esse é só o primeiro dia. Terça-feira é uma surpresa. Quarta, corre corre corre! Um pouco de ar, por favor! Respira que a turma é difícil. Ainda restam dois dias surpresa. Depois, o alívio da sexta-feira, ao final da última pesquisa. Agora sim, respira. Tudo tão rápido. Quantos afazeres pro final de semana. Mas eu insisto, quero um pouco de paz. Sexta, noite linda. Sábado, samba. Deixo lá a carga da semana. Lá, comigo ninguém pode. Volta pra casa e já é domingo. Com sua melancolia, seu pesar. Dia de pensar a semana que foi, e organizar a semana que vem. Dia de pensar. Acho que isso que acaba com meu domingo. Penso nas metas não cumpridas na semana anterior, penso que o tempo é curto pra fazer tudo tudo hoje. Penso no que esqueci de pensar. Domingo tudo volta. Boas coisas também voltam. Mas o que martela a cabeça, bom não é. Domingo passado lembro dessa mesma sensação. Dia que tudo pesa, ô diacho de dia que faz os medos brotarem. E agora? Ai ai ai. Dói de novo. Me arrependo do sábado. Saudade, pô! Que que faz? Aaaaaaaahhhhhhhh não faz né. Escreve e espera a segunda chegar. Me sinto tão frágil no domingo. Sinto um medo que parece ser eterno, com a sensação de que nunca vou esquecer. Hoje parece tudo perdido, mas logo corro tanto que esqueço. Uma nova sexta-feira chega com uma esperança. Uma amiga diz que sexta é dia de se apaixonar. Nunca me apaixonei numa sexta, sou mais as quintas. Sexta é início de final de semana, um alento, nem que seja pra dormir. Logo é dia de domingo, de novo. Xô urucubaca! Hora de mudar os domingos, domingo há de ser um dia bom. Faço, a partir de hoje, meus domingos dias felizes!
sexta-feira, 11 de março de 2011
Sem restrições
Incondicional. Sou fã desse amor. Não é amor escolhido, é amor sentido. Amo sem condições. É amor dolorido sem ser correspondido. Mas mais dolorido é quando correspondido, escondido. Fica lá no cantinho do peito, esse amor que se sente, que fica no ar. Quando um abraço precisa ser dado em lugar aberto, ou não me responsabilizo pelas consequências. O amor do cheiro, do toque. Sentir a respiração na pele, o amor. Entre uma palavra e outra, o amor. Ah esse se sente. Amor que exala pelos poros. Amor que obriga o controle. Ao menos uma vez, salva pelo gongo. Gongada? Talvez. Mas to pra descobrir que essa suposta gongação foi uma bela de uma proteção. Esse amor que tem essa saudade que engasga. Essa vontade de gritar pelo mundo. Amor que email maldoso nenhum irá evitar. Uma dessas coisas que não são contidas pela razão, muito menos explicadas. Sem protocolos.
Esse amor assim, tão lindo, vira energia que movimenta a vida. A saudade dói, aperta. Não ter o que se quer é ruim, claro. Mas sou tão agradecida das coisas que vivi, que agora quase consigo esquecer a dor. Essa energia virou trabalho, ação. Bota a vida andar! Agora é paciência. Deixar a vida viver em mim, e paciência que tudo passa, mesmo. Tanta coisa pra dizer, mas a hora é de calar. Nada do que eu diga, pense ou sinta pode mudar o que vejo. Mas tudo que digo, sinto e penso muda tudo em mim, o tempo todo.
A vida segue. Pessoas ficam pra trás mesmo, é normal. Chega o dia em que cai uma ficha gigante, e descubro por que, afinal, tal pessoa existiu em minha vida. Tem sempre algo maior a caminho, minha gente. E maior que esse, vou dizer heim. É grande demais. Esse coraçãozinho que hoje ainda apanha, vai viver de amor e morrer de amor mais algumas vezes. Até acho bonito isso tudo. O sofrer é bonito quando se sabe que vai passar.
Vai passar, vai passar, vai passar! Esse amor assim passa. Ah, há quem diga que se passou, então não era amor. É amor sim, puro. Mas é um amor que passa. Afinal, se se morre junto com o primeiro amor, não adianta viver.
Amor sem fim eu já sei qual é. Mas esse é mais forte e infinitamente incondicional, pois nem o tempo acaba. Um figurinha que veio pro mundo há menos de um ano me mostrou esse amor. Tá aí crescendo, fortalecendo todos a sua volta e se fortalecendo a cada dia. Veio pra ensinar que amar vale a pena. Veio pra espalhar esse amor pelo mundo. Um cristalzinho, serzinho de luz que me acompanha nos sonhos e na vida, mesmo tão longe. Uma criança que me olha tão fundo que enxerga minha alma, deixo ver meus anseios, me cura. Me olha como quem diz "dinda, eu sei como é". Veio pra sacudir o mundo e mostrar o que realmente importa. E o que importa, sempre, é o amor.
Esse amor assim, tão lindo, vira energia que movimenta a vida. A saudade dói, aperta. Não ter o que se quer é ruim, claro. Mas sou tão agradecida das coisas que vivi, que agora quase consigo esquecer a dor. Essa energia virou trabalho, ação. Bota a vida andar! Agora é paciência. Deixar a vida viver em mim, e paciência que tudo passa, mesmo. Tanta coisa pra dizer, mas a hora é de calar. Nada do que eu diga, pense ou sinta pode mudar o que vejo. Mas tudo que digo, sinto e penso muda tudo em mim, o tempo todo.
A vida segue. Pessoas ficam pra trás mesmo, é normal. Chega o dia em que cai uma ficha gigante, e descubro por que, afinal, tal pessoa existiu em minha vida. Tem sempre algo maior a caminho, minha gente. E maior que esse, vou dizer heim. É grande demais. Esse coraçãozinho que hoje ainda apanha, vai viver de amor e morrer de amor mais algumas vezes. Até acho bonito isso tudo. O sofrer é bonito quando se sabe que vai passar.
Vai passar, vai passar, vai passar! Esse amor assim passa. Ah, há quem diga que se passou, então não era amor. É amor sim, puro. Mas é um amor que passa. Afinal, se se morre junto com o primeiro amor, não adianta viver.
Amor sem fim eu já sei qual é. Mas esse é mais forte e infinitamente incondicional, pois nem o tempo acaba. Um figurinha que veio pro mundo há menos de um ano me mostrou esse amor. Tá aí crescendo, fortalecendo todos a sua volta e se fortalecendo a cada dia. Veio pra ensinar que amar vale a pena. Veio pra espalhar esse amor pelo mundo. Um cristalzinho, serzinho de luz que me acompanha nos sonhos e na vida, mesmo tão longe. Uma criança que me olha tão fundo que enxerga minha alma, deixo ver meus anseios, me cura. Me olha como quem diz "dinda, eu sei como é". Veio pra sacudir o mundo e mostrar o que realmente importa. E o que importa, sempre, é o amor.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Uma alegoria?
Haja coração pra esse carnaval! Já começou estourando a boca do balão. Muitas emoções na rua. Me senti uma celebridade, logo logo terei fotos em facebooks e orkuts alheios, acho que ganhei alguns fãs. Uns queriam minha piteira, outros meu boá, outros meus olhos, outros meus beijos. Que folia é essa de sair beijando todo mundo né? Eu heim, eu lá quero borrar meu batom? Ops, ahahaha...
Eu queria tantas coisas ao mesmo tempo ontem. Mais dos desejos, desejos, desejos que não têm fim. Mais do mesmo, ainda. Me surpreendi quando ao cumprimentar, deu vontade de dar um beliscão ao invés de um beijo no rosto. Não pra machucar, mas pra acordar. É, tenho essa mania de achar que estou sempre certa e que as pessoas estão cometendo erros tolos. Deve ser porque tempos depois do acontecido, eu sempre tenho a confirmação de que estava certa. Ontem tive mais uma confirmação. Acho lindo quando reencontros acontecem. Quando se percebe a saudade no tempo distante. Quando se percebe a importância desse tempo que ficou pra trás. E ainda quando se percebe que uma amizade é possível. É bom saber que minha intuição não é furada, e posso contar com isso ao tomar decisões.
Eu estava realmente feliz. Mas, ah... Tanta coisa me desagradou. Se não quer ver, não olhe. Ah se fosse assim. Mas não me fiz de rogada. Fiquei na frente do bloco, botando minha alegria toda ali, sentindo a energia da bateria perto, era onde eu queria estar. E o carnaval tem um quê de melancolia mesmo. Botei um personagem na rua, e eu ali dentro, pequenininha, feliz e infeliz ao mesmo tempo. É o que o carnaval permite.
alegoria
s. f.
Modo indireto de representar uma coisa ou uma ideia sob a aparência de outra.
No carnaval, as alegorias são os carros que contam o enredo com destaques. Ontem fui o destaque da minha própria alegoria. Moça faceira, elegante. Moça de maneiras afetadas e roupas extravagantes. Já me disseram que nasci pra ter um carro e vestidos bonitos, e ser livre. Livre pra passar um tempo na vida das pessoas, pra deixar elas "melhores" pras próximas relações? Já me senti um bibelô, um brinquedinho na prateleira. Antes pegava escondido e guardava quando não estivesse mais a fim, agora que a mãe descobriu, não pode mais. A verdade trouxe um alívio, mas não nego: tenho saudade da mentira. Assim, vejo uma amizade impossível, mesmo a longo prazo. Quando eu disse que queria te guardar num potinho, era pra te ter sempre por perto, não pra ficar olhando você se debater lá dentro.
Eu queria tantas coisas ao mesmo tempo ontem. Mais dos desejos, desejos, desejos que não têm fim. Mais do mesmo, ainda. Me surpreendi quando ao cumprimentar, deu vontade de dar um beliscão ao invés de um beijo no rosto. Não pra machucar, mas pra acordar. É, tenho essa mania de achar que estou sempre certa e que as pessoas estão cometendo erros tolos. Deve ser porque tempos depois do acontecido, eu sempre tenho a confirmação de que estava certa. Ontem tive mais uma confirmação. Acho lindo quando reencontros acontecem. Quando se percebe a saudade no tempo distante. Quando se percebe a importância desse tempo que ficou pra trás. E ainda quando se percebe que uma amizade é possível. É bom saber que minha intuição não é furada, e posso contar com isso ao tomar decisões.
Eu estava realmente feliz. Mas, ah... Tanta coisa me desagradou. Se não quer ver, não olhe. Ah se fosse assim. Mas não me fiz de rogada. Fiquei na frente do bloco, botando minha alegria toda ali, sentindo a energia da bateria perto, era onde eu queria estar. E o carnaval tem um quê de melancolia mesmo. Botei um personagem na rua, e eu ali dentro, pequenininha, feliz e infeliz ao mesmo tempo. É o que o carnaval permite.
alegoria
s. f.
Modo indireto de representar uma coisa ou uma ideia sob a aparência de outra.
No carnaval, as alegorias são os carros que contam o enredo com destaques. Ontem fui o destaque da minha própria alegoria. Moça faceira, elegante. Moça de maneiras afetadas e roupas extravagantes. Já me disseram que nasci pra ter um carro e vestidos bonitos, e ser livre. Livre pra passar um tempo na vida das pessoas, pra deixar elas "melhores" pras próximas relações? Já me senti um bibelô, um brinquedinho na prateleira. Antes pegava escondido e guardava quando não estivesse mais a fim, agora que a mãe descobriu, não pode mais. A verdade trouxe um alívio, mas não nego: tenho saudade da mentira. Assim, vejo uma amizade impossível, mesmo a longo prazo. Quando eu disse que queria te guardar num potinho, era pra te ter sempre por perto, não pra ficar olhando você se debater lá dentro.
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
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