segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
sábado, 17 de agosto de 2013
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
quinta-feira, 11 de julho de 2013
Não mexe comigo.
Quanto ao medo, não mexe comigo, que a raiva vem. Quanto a raiva, sei que vem do medo. Não me respeita, não te respeito, simples assim. Eu sei bem o que aconteceu. Loucura a toa não existe. O que eu te devo? Aquele olhar... Vai me custar mais quanta vida? Aos teus pés? Piada besta. Até quando vai me tocar? Agora assim escancarado. Saiba me evitar nesse tempo que eu te evito.
quarta-feira, 3 de julho de 2013
Você não me dói.
Engasgada de saudade. Entupida de amor. E mesmo assim, não sinto a sua falta. Não te desejei por perto enquanto cozinhava. Dancei com Ray Charles, e ele embalou meu vinho. Sim, eu me lembrei de você. Lembrei como era ruim quando ia embora. Lembrei como era horrível te ver com ela. Lembrei das minhas falsas esperanças. Lembrei. E não desejei você aqui. Foi a primeira vez em meses. Mais um passo dado. Vontade de me desmanchar em palavras más, mas cansei de lembrar da dor. Agora sofro por uma ausência que me enjoa. Ânsia ao invés do choro. Arrepio do medo de me aproximar e cair no abismo. Nem raiva, nem dor, nem rancor. Eu tenho medo de você. Triste né?
segunda-feira, 13 de maio de 2013
quarta-feira, 17 de abril de 2013
quinta-feira, 21 de março de 2013
quinta-feira, 14 de março de 2013
Fernando Pessoa
"Quero tudo novo de novo. Quero não sentir medo. Quero me entregar mais, me jogar mais, amar mais. Viajar até cansar. Quero sair pelo mundo. Quero fins de semana de praia. Aproveitar os amigos e abraçá-los mais. Quero ver mais filmes e comer mais pipoca, ler mais. Sair mais. Quero um trabalho novo. Quero não me atrasar tanto, nem me preocupar tanto. Quero morar sozinha, quero ter momentos de paz. Quero dançar mais. Comer mais brigadeiro de panela, acordar mais cedo e economizar mais. Sorrir mais, chorar menos e ajudar mais. Pensar mais e pensar menos. Andar mais de bicicleta. Ir mais vezes ao parque. Quero ser feliz, quero sossego, quero outra tatuagem. Quero me olhar mais. Cortar mais os cabelos. Tomar mais sol e mais banho de chuva. Preciso me concentrar mais, delirar mais. Não quero esperar mais, quero fazer mais, suar mais, cantar mais e mais. Quero conhecer mais pessoas. Quero olhar para frente e só o necessário para trás. Quero olhar nos olhos do que fez sofrer e sorrir e abraçar, sem mágoa. Quero pedir menos desculpas, sentir menos culpa. Quero mais chão, pouco vão e mais bolinhas de sabão. Quero aceitar menos, indagar mais, ousar mais. Experimentar mais. Quero menos “mas”. Quero não sentir tanta saudade. Quero mais e tudo o mais.
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha."
Essas palavras na minha boca.
domingo, 10 de março de 2013
sexta-feira, 8 de março de 2013
Salva, salve.
É bem fácil entender o quanto a vida é generosa. Tantas lindezas que pulam loucas na minha frente. E que só bem louca eu não acharia lindo. Louca ruim. Tenho sido louca boa. Devagar. Acho que me enxergo, agora. Um estado puro. Simples. Vivo. Eu vivo. Agora. Assim, nada fácil. Assim, sempre bonito. É sempre bonito, mesmo. Faz parte do meu show, meu amor. Essa sou eu. Que ama, protesta. Que brilha, explode. Que espera, contempla. Aquela que pula e vibra. Aquela que viaja no infinito. Esqueço, talvez. Aprendo, talvez. Repito, talvez. Bem livre. Amo livre. Meu infinito não cabe em mim. Se sou esse show, talvez. Mas meu show é bem particular. Sou só eu, salva. E que ama, infinito.
domingo, 3 de março de 2013
Desventuras em série
Cansada de ser assim quem eu sou desse jeito torto. Cansada da imaturidade. Cansada desse desatino da madrugada, da língua ferina. Ah minhas conclusões precipitadas. Vinte e oito anos fazendo isso Anita? Que preguiça de mim, mimada.
Deus nos proteja.
Perigo é se encontrar perdido
Deixar sem ter sido
Não olhar, não ver
Bom mesmo é ter sexto sentido
Sair distraído espalhar bem-querer
Perigo é se encontrar perdido
Deixar sem ter sido
Não olhar, não ver
Bom mesmo é ter sexto sentido
Sair distraído espalhar bem-querer
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Ah a madrugada.
Me irritam profundamente:
Decoração de Natal fora de época
(não, não adianta desligar as luzinhas, eu enxergo bem).
Dizer o que convém sabendo que não vai honrar a palavra
(sim, eu sempre acredito no que me foi dito).
domingo, 3 de fevereiro de 2013
O que não tinha solução...
Dias ensaiando uma resposta ao que me foi escrito. Dias remoendo, dias tentando entender. Até que percebi a dimensão do problema. Que mal fazia a mim, e a ela. Tamanha raiva e vontade de xingar nunca foram a toa. Se fui eleita culpada? Pode ser. Essa responsabilidade de ser clara nunca foi minha. Assumi uma bronca pra me libertar. Talvez quem divide a culpa comigo nunca sofra a rejeição que me aguarda. Hoje morri um pouquinho. Abri mão de um amor. Foi a decisão mais difícil da vida. Pedir desculpas, assumir um erro, tudo muito dolorido. Saber o caos que instalei, dói. Saber que quem eu amo sofre, dói. Saber que alguém até ontem alheio a tudo sofre, dói. Saber que quem eu amo pode me odiar loucamente, dói. Mas agora me sinto quieta por dentro. Exorcizei um fantasma grande. Mais leve, mais humana, mais preparada pra receber o bem. Como achar que merecia o melhor se eu mesma estava incentivando e incitando a mentira. Meu coração agradece, minha saúde agradece. Talvez eu me arrependa, possível. Acabei de largar o osso. E ainda posso sentir fome. Mas está feito.
Vai desabar água
Algodão vai,
Desabar água
Pra lavar o que tem que limpar
Pra lavar o que tem
Vai desabar água e é pro nosso bem
Lindo seria a vida renascer em três.
Algodão vai,
Desabar água
Pra lavar o que tem que limpar
Pra lavar o que tem
Vai desabar água e é pro nosso bem

Lindo seria a vida renascer em três.
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